sexta-feira, 28 de outubro de 2011
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Solo esburacado
Nos passeios com a Maggie, volta e meio encontro 1 ou outro montinho de terra.
Hoje, estava a observar o nascer do sol do muro e, por qualquer motivo, olhei para o chão.
Resolvi ir investigar de mais perto.
De vários dos buracos, saiam formigas, atarefadas.
Estas debruçavam-se sobre 1 caracol.
Hoje, estava a observar o nascer do sol do muro e, por qualquer motivo, olhei para o chão.
| Tanto buraco! |
De vários dos buracos, saiam formigas, atarefadas.
Estas debruçavam-se sobre 1 caracol.
Mas junto a outro, sem movimento, jazia 1 insecto.
terça-feira, 25 de outubro de 2011
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Horas extraordinárias
Queria fotografar sem flash, pelo que aquele tronco de árvore estava apetecível para servir de tripé. Lá coloquei a máquina. Quando disparou o flash, reparei que havia uns pontos em movimento.
Afinal, com a crise, também neste tronco começaram a trabalhar mais horas. E pelas 22h30 ainda estavam com a energia toda!!
Afinal, com a crise, também neste tronco começaram a trabalhar mais horas. E pelas 22h30 ainda estavam com a energia toda!!
De pé até ao fim
Resquícios da força do vento de ontem (ou da debilidade deste choupo). A sorte foi que caiu para o sítio certo. Se tivesse caído a 180º deste spot, teria concerteza acertado em vários veículos.
domingo, 23 de outubro de 2011
Apontamentos de Outono
Hoje chegou uma chuva tímida acompanhada de 1 vento sonoro.
As árvores balançam e suas folhas outonais esvoaçam.
Se há umas que do verde já passaram para o castanho seco
As árvores balançam e suas folhas outonais esvoaçam.
Se há umas que do verde já passaram para o castanho seco
Outras ainda guardam aquela coloração avermelhada que os meus olhos apreciam.
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
A transição
Estamos a meio de Outubro, mas os dias insistem em convidar-nos para um passeio à beira-mar.
A maioria das pessoas escapa à tentação. Afinal de contas, o Outono já começou há quase 1 mês e a vontade de usufruir da praia foi arrumada juntamente com os biquinis e as toalhas de banho até para o ano.
Mesmo assim, o Sr. Verão está relutante em largar. Custou-lhe arrancar e agora quer gozar o que não conseguiu no seu tempo devido.
Mas as folhas são sábias e dizem-lhe, ternamente:
Sr. Verão, são horas!
A maioria das pessoas escapa à tentação. Afinal de contas, o Outono já começou há quase 1 mês e a vontade de usufruir da praia foi arrumada juntamente com os biquinis e as toalhas de banho até para o ano.
Mesmo assim, o Sr. Verão está relutante em largar. Custou-lhe arrancar e agora quer gozar o que não conseguiu no seu tempo devido.
Mas as folhas são sábias e dizem-lhe, ternamente:
Sr. Verão, são horas!
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
A manhã de ontem
Ontem o rio continuava lindo pela manhã.
O dia tinha 1 sabor especial, porque se iam registar também os sons do meu bairro.
Este registo de sons acontece de 2 em 2 meses, desde Março passado.
Ontem foi o Daniel que veio gravar. Diz que se ouve o pardal comum e a trepadeira comum. Vimos ambos durante a gravação.
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Ainda o nascer do sol
Porque é que me parece que as palavras e imagens são sempre parcas para traduzir aquilo que mais me enche?
Ainda não domino a técnica da fotografia. Mas como tirar ao nascer do sol e trazer para a fotografia aquela tranquilidade e beleza?
Tentei tirar directamente, mas ficou muito brilhante. Experimentei vários programas da máquina, mas o resultado continuou a não me satisfazer.
Mas depois virei-me para o que aqueles raios iluminam e encontrei pedaços do astro.
Ainda não domino a técnica da fotografia. Mas como tirar ao nascer do sol e trazer para a fotografia aquela tranquilidade e beleza?
Tentei tirar directamente, mas ficou muito brilhante. Experimentei vários programas da máquina, mas o resultado continuou a não me satisfazer.
Mas depois virei-me para o que aqueles raios iluminam e encontrei pedaços do astro.
Se queres ver / compreender o quão significativo é algo ou alguém, olha ao seu redor e procura as suas pegadas.
(Re)nascer
Assistir ao nascer do sol é maravilhoso.
Num céu limpo, os laranjas e vermelhos que o sol pinta na paisagem tornam aconchegantes estes momentos.
Para além da cor que enche o meu olhar, também a sensação de esperança invade o meu espírito com tal paisagem.
É a infinitude de prováveis acontecimentos que ainda estão por desvendar e que gosto de encarar que os mesmos proporcionarão momentos felizes.
E é com este (re)nascer do sol que gosto de (re)começar todos os dias, auspiciando (mais) 1 lindo dia.
Num céu limpo, os laranjas e vermelhos que o sol pinta na paisagem tornam aconchegantes estes momentos.
Para além da cor que enche o meu olhar, também a sensação de esperança invade o meu espírito com tal paisagem.
É a infinitude de prováveis acontecimentos que ainda estão por desvendar e que gosto de encarar que os mesmos proporcionarão momentos felizes.
E é com este (re)nascer do sol que gosto de (re)começar todos os dias, auspiciando (mais) 1 lindo dia.
sábado, 8 de outubro de 2011
Cogumelos em Setembro
Desde finais de Dezembro de 2010 que fotografo com alguma regularidade o quintal do meu bairro. Durante todos estes meses tem sido particularmente interessante pois, independentemente da estação do ano em que me encontre, despontam cogumelos junto a algumas das árvores do meu quintal.
Estes foram fotografados em Setembro.
Não são lindos?
Estes foram fotografados em Setembro.
Não são lindos?
Ar livre em família
Procuramos participar em actividades interessantes com a nossa filha, em vez de lhe despejar, passivamente, as imagens que passam a 1 ritmo alucinante numa caixa rectangular - a televisão.
Quando o tempo está bom, não há desculpas e gostamos de aproveitar o quintal do nosso bairro.
Para
Com tantos espaços verdes mesmo à nossa porta, o mote é divertir, crescendo em família!
Quando o tempo está bom, não há desculpas e gostamos de aproveitar o quintal do nosso bairro.
Para
| Saltar |
| Investigar |
| Correr |
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
O regresso
A actividade tem início, meio e fim.
O início, a preparação, se nos envolvermos com paciência e tempo, acaba por dar algum prazer. O desenrolar da actividade, é óbvio. O fim, geralmente ocorre quando estamos cansados ou não temos mais tempo.
Este último regresso de bicicleta soube particularmente bem, pois consegui ter tempo para ir do Vale do Silêncio a casa de uma amiga, falar com ela e regressar a casa ao mesmo tempo que o meu marido, que chegava de carro do mesmo local de partida que eu.
Andar de bicicleta a pequenas distâncias dá-nos TEMPO. E isso, para mim, é muito precioso.
A preparação
Para andarmos de bicicleta com a filha, procuramos prepararmo-nos o melhor possível, tendo em atenção a sua segurança. O pai vai preparando a bicicleta: verifica os pneus, os travões, leva a bicicleta para a rua e instala a cadeira. A mãe vai vestindo a menina, pondo-lhe o capacete e impedindo que se sente na cadeira antes de estar montada na bicicleta.
Este ritual que outrora me levava 5-10 minutos quando ia sozinha de bicicleta, agora requer dois adultos, e, tendo uma criança pequena excitadíssima para ir andar na cadeira da bicicleta, acaba por demorar algum tempo.
Este ritual que outrora me levava 5-10 minutos quando ia sozinha de bicicleta, agora requer dois adultos, e, tendo uma criança pequena excitadíssima para ir andar na cadeira da bicicleta, acaba por demorar algum tempo.
Dá-nos um gozo enorme ver este prazer que a miúda tem desde a preparação da actividade.
Além disso, o próprio processo de preparação faz parte da actividade, ensina o que é esperar e dá-lhe 1 gostinho acrescido.
Além disso, o próprio processo de preparação faz parte da actividade, ensina o que é esperar e dá-lhe 1 gostinho acrescido.
Pomo-la na cadeira, relembramos-lhe as instruções e up we go.
domingo, 2 de outubro de 2011
O que fotografar numa árvore?
Podemos olhar e fotografar uma árvore de diferentes formas.
Há quem prefira tirar fotografias da árvore no seu Todo.
a) De forma individual, como a árvore seguinte, que nesta altura do ano tem estes tons vermelhos (e que já tinha mostrado num post anterior);
b) De forma integrada na paisagem, com outra flora.
Ou então incidir a nossa atenção para certos detalhes.
No caso da árvore seguinte, adoro fotografá-la todo o ano - tem sempre características agradáveis ao meu olhar: o tronco, as folhas, os frutos, pelo seu formato e cor. Agora já se começa a vestir de amarelo alaranjado.
Nesta 6.ª f, a luz matinal do sol fazia realçar estes fragmentos.
Mas a copa das árvores e o seu enquadramento com o céu também podem ser opção.
O que é certo é que de olhos postos no céu, na linha do horizonte ou no chão, há sempre coisas interessantes para observar.
E se não as consegue distinguir à primeira, não se preocupe. Há de chegar o momento em que lhe saltam à vista.
Bom fim-de-semana.
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
A surpresa de hoje
À partida, o que nos apraz dizer desta foto?
- Alguns tipos de árvores, com diferentes tonalidades.
Devo assegurar-vos que ao vivo as diferenças são bem mais interessante, especialmente o contraste desta árvore à nossa direita, com um vermelho (que nesta foto quase se confunde com sombra) embelezado pelas folhas verdes. Mas esta falta de cor é culpa da fotógrafa, que ainda não sabe tirar a foto da melhor forma.
- Um outro ponto interessante é o horizonte ao fundo, por entre o arvoredo. Mais uma vez, sem ser muito notório na foto, por ainda falta de habilidade.
- Se neste preciso local me virasse para a direita, ontem (se tivesse levado máquina fotográfica) tinha conseguido captar um excelente nascer do sol, com tons violeta rosácea num céu azul acizentado sobre a ponte Vasco da Gama. Como não levei ontem e hoje não achei nada de especial (provavelmente pelo termo de comparação estar ainda tão presente), resta-me a memória.
Estes são os aspectos que me absorvem ao rever esta paisagem.
Mas hoje, a Maggie decidiu desviar a minha atenção para outra parte da paisagem que eu estava a ignorar: o prado.
Nada de especial na imagem deste pedaço de terra, certo? Bocados de relva verde e seca, paus, terra, folhas secas,...
Nada que me prenda vontade para fazer 1 registo fotográfico.
Mas se tivermos a sorte de ter os olhos aqui durante alguns instantes, por exemplo, por ter que limpar as fezes da nossa cadela (cheia de sorte, hein?), então veremos algo mais.
Vou baixar-me 1 pouco mais, para ver se consigo captar melhor.
Isso, está bom.
Upa. Saltou! 1 gafanhoto :)
P.S. - se ainda o não conseguiu encontrar, dou-lhe 1 pista, é amarelado, confunde-se com os paus e relva seca.
- Alguns tipos de árvores, com diferentes tonalidades.
Devo assegurar-vos que ao vivo as diferenças são bem mais interessante, especialmente o contraste desta árvore à nossa direita, com um vermelho (que nesta foto quase se confunde com sombra) embelezado pelas folhas verdes. Mas esta falta de cor é culpa da fotógrafa, que ainda não sabe tirar a foto da melhor forma.
- Um outro ponto interessante é o horizonte ao fundo, por entre o arvoredo. Mais uma vez, sem ser muito notório na foto, por ainda falta de habilidade.
- Se neste preciso local me virasse para a direita, ontem (se tivesse levado máquina fotográfica) tinha conseguido captar um excelente nascer do sol, com tons violeta rosácea num céu azul acizentado sobre a ponte Vasco da Gama. Como não levei ontem e hoje não achei nada de especial (provavelmente pelo termo de comparação estar ainda tão presente), resta-me a memória.
Estes são os aspectos que me absorvem ao rever esta paisagem.
Mas hoje, a Maggie decidiu desviar a minha atenção para outra parte da paisagem que eu estava a ignorar: o prado.
Nada de especial na imagem deste pedaço de terra, certo? Bocados de relva verde e seca, paus, terra, folhas secas,...
Nada que me prenda vontade para fazer 1 registo fotográfico.
Mas se tivermos a sorte de ter os olhos aqui durante alguns instantes, por exemplo, por ter que limpar as fezes da nossa cadela (cheia de sorte, hein?), então veremos algo mais.
Vou baixar-me 1 pouco mais, para ver se consigo captar melhor.
Já consegue encontrar?
Se não, baixe-se ainda mais.
Isso, está bom.
Upa. Saltou! 1 gafanhoto :)
P.S. - se ainda o não conseguiu encontrar, dou-lhe 1 pista, é amarelado, confunde-se com os paus e relva seca.
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Como se preparar para ser surpreendido.
Comecei a reparar na riqueza que podia observar nos espaços verdes à minha volta por passeios continuados, diariamente e ao longo de vários anos.
Como há uma grande dose de aleatoriedade nas condições climatéricas, nunca sei o que vou encontrar no dia ou na semana seguinte, pelo que é sempre um entusiasmo quando me permito observar essas diferenças.
Como nas cartas e na vida, considero que a sorte continuada constrói-se. O que é preciso é estar atento aos sinais (do parceiro e adversários) e a sorte vem ter connosco.
Às vezes literalmente.

Para que essa atenção ocorra, temos que nos sentir confortáveis e estar preparados.
E então, sim, podemos ligar o "modo" contemplativo.
Poderemos dizer que primeiro que tudo precisamos de 1 boa dose de sorte.
Às vezes literalmente.
Para que essa atenção ocorra, temos que nos sentir confortáveis e estar preparados.
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Bicicletada
Ontem, decidimos estrear a cadeira que tínhamos comprado já há um ano, para colocar na traseira da nossa bicicleta, para que a nossa filha possa andar de bicicleta com os pais.
Ela andava toda excitada enquanto estivemos a montar tudo. Só se queria sentar na cadeira, estava eléctrica.
A operação ainda demorou 1 pouco - a instalar a cadeira e depois ainda levando a bicicleta às bombas para encher os pneus vazios, pelo seu não uso.
Durante este tempo de espera expliquei-lhe o que íamos fazer e introduzi-lhe o capacete.
Com a bicicleta pronta, colocamos a Luísa na cadeira. Esteve muito calada e quieta durante o passeio.
A certa altura, diz-me:
- Xi xi.
- Queres fazer xixi, filha?, pergunto.
- Sim.
Páro a bicicleta e tento tira-lhe o cinto, sem sucesso. Digo-lhe que não consigo e pergunto:
- E agora?
Resposta pronta da minha filha:
- Papá.
Sim, o Papá saberá concerteza tirar-te o cinto. E assim foi.
Ela andava toda excitada enquanto estivemos a montar tudo. Só se queria sentar na cadeira, estava eléctrica.
A operação ainda demorou 1 pouco - a instalar a cadeira e depois ainda levando a bicicleta às bombas para encher os pneus vazios, pelo seu não uso.
Durante este tempo de espera expliquei-lhe o que íamos fazer e introduzi-lhe o capacete.
Com a bicicleta pronta, colocamos a Luísa na cadeira. Esteve muito calada e quieta durante o passeio.
A certa altura, diz-me:
- Xi xi.
- Queres fazer xixi, filha?, pergunto.
- Sim.
Páro a bicicleta e tento tira-lhe o cinto, sem sucesso. Digo-lhe que não consigo e pergunto:
- E agora?
Resposta pronta da minha filha:
- Papá.
Sim, o Papá saberá concerteza tirar-te o cinto. E assim foi.
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Topofilia - afectividade pelo lugar
Por uma pesquisa rápida na internet, descubro que este elo afectivo que a pessoa cria com o lugar designa-se de topofilia. Tuan (1974) refere que esse sentimento pode tornar agradável aos olhos do indivíduo o que para outras pessoas seria uma tristeza, ou seja, o fato de conviver frequentemente com misérias e desavenças por exemplo, faz com que essas situações já não sejam vistas como problemas e sim como ocorrências comuns.
Por outro lado, a percepção do espaço que nos rodeia está directamente ligada aos nossos valores, i.e., aquilo que observamos na paisagem tem relação com o mundo particular ao qual pertencemos. Mais do que isso, nestes já 8 anos que aqui resido, sinto que este meu bairro também conseguiu mudar o meu mundo particular.
Fez-me descobrir que se pensarmos no que gostamos de fazer, muitas vezes é super simples fazê-lo e está ao nosso alcance. O universo nem sempre nos dá o que queremos, mas sim o que precisamos.
Dou-vos um exemplo.
Em 2005, fiquei com a Maggie, uma cadela labrador preta, brincalhona e meiga. Passeio-a desde então pelo menos duas vezes por dia, pelos espaços verdes em redor da minha casa.
Ao longo dos anos fui-me apercebendo que estes passeios, à primeira vista e por muitos encarados como 1 fardo para quem tem cão, têm-se revelado afinal óptimos para mim por várias razões:
- obriga-me a caminhar (já referi antes que esta actividade per si não me traz qualquer prazer);
- permite-me ter 1 desbloqueador de conversa e assim socializar com os vizinhos;
- dá-me a oportunidade de verificar diariamente as alterações da paisagem;
- faz-me conhecer melhor o bairro, indo a sítios que nunca teria ido sozinha de forma errante;
- incute-me a vontade de observar a variação do ciclo da natureza no bairro;
- traz movimento ao bairro em diferentes horas do dia;
Basicamente, tenho mais espaço livre do que se estivesse numa vivenda, mas sem ter que me preocupar em podar, limpar as folhas periodicamente, contratar alguém para tratar das coisas. Enfim, apenas tenho que disfrutar tranquilamente.
E para mim, tudo isto que ganhei, no meio da cidade, tem sido de 1 riqueza incalculável para a minha felicidade!
Por outro lado, a percepção do espaço que nos rodeia está directamente ligada aos nossos valores, i.e., aquilo que observamos na paisagem tem relação com o mundo particular ao qual pertencemos. Mais do que isso, nestes já 8 anos que aqui resido, sinto que este meu bairro também conseguiu mudar o meu mundo particular.
Fez-me descobrir que se pensarmos no que gostamos de fazer, muitas vezes é super simples fazê-lo e está ao nosso alcance. O universo nem sempre nos dá o que queremos, mas sim o que precisamos.
Dou-vos um exemplo.
Em 2005, fiquei com a Maggie, uma cadela labrador preta, brincalhona e meiga. Passeio-a desde então pelo menos duas vezes por dia, pelos espaços verdes em redor da minha casa.
Ao longo dos anos fui-me apercebendo que estes passeios, à primeira vista e por muitos encarados como 1 fardo para quem tem cão, têm-se revelado afinal óptimos para mim por várias razões:
- obriga-me a caminhar (já referi antes que esta actividade per si não me traz qualquer prazer);
- permite-me ter 1 desbloqueador de conversa e assim socializar com os vizinhos;
- dá-me a oportunidade de verificar diariamente as alterações da paisagem;
- faz-me conhecer melhor o bairro, indo a sítios que nunca teria ido sozinha de forma errante;
- incute-me a vontade de observar a variação do ciclo da natureza no bairro;
- traz movimento ao bairro em diferentes horas do dia;
Basicamente, tenho mais espaço livre do que se estivesse numa vivenda, mas sem ter que me preocupar em podar, limpar as folhas periodicamente, contratar alguém para tratar das coisas. Enfim, apenas tenho que disfrutar tranquilamente.
E para mim, tudo isto que ganhei, no meio da cidade, tem sido de 1 riqueza incalculável para a minha felicidade!
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