quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Fugaz

Tudo o que nos rodeia tem o seu tempo de vida.
Mas isso não nos impede de adorar o efémero, o supérfulo, de gastar recursos sem pensar na geração que aí vem.

Se pensarmos a uma escala maior, tudo se torna relativo.


Depois da nossa passagem pela vida, o que queremos que fique?

O que realmente importa?

Durante a nossa passagem, como queremos gastar o nosso tempo?

Olho para o momento que captei. A Maggie terá quanto muito mais 10 anos de vida. Tal como na foto, ela aqui é o elemento mais fugaz, isto é, depois de ela desaparecer, tudo o resto se mantém, com mais ou menos alterações - as pedras da calçada, as oliveiras centenárias, ...

Eu amo aquilo / quem partilho as minhas rotinas, os nadas.

A Maggie pode ser fugaz em relação ao resto da paisagem, em termos de tempo de vida, mas hoje é bem mais importante para mim do que tudo o resto que ali se vê. A sua ausência causa-me 1 vazio, 1 silêncio ensurdecedor pela casa.
Graças à Maggie estou a partilhar parte do meu dia e noite com o meu bairro. Será que depois dela ir, terei aprendido a amá-lo ao ponto de querer continuar com estes passeios diários, apenas para o saudar?

Diz-se que só se ama o que se conhece. Mas eu também quero conhecer melhor o meu bairro, para o amar ainda mais, para que ele se entranhe, para aprender de cor a sua alma.

O que é certo é que já dei por mim sentindo falta da minha paisagem quando vou para outros ares.

As raízes começam a crescer.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Rodopiando pela vida

Este momento não foi no meu bairro, mas foi no trajecto do meu bairro para 1 hobby meu.

O vulto da foto era 1 senhor que estava a rodopiar a toda a velocidade na barra do metro. E ele estava tão contente!




Acho que estava acompanhado com algo, que lhe "permitia" comportar-se de tal forma.

Mas fiquei reflectindo sobre esta minha percepção. Porque é que alguém não pode simplesmente rodopiar, alegremente? Porque é que eu e os demais presentes rotulamos aquela situação a um estado alterado? Seria também por mais sinais de expressão corporal? Porque é que se estranha tal atitude?
Às vezes rodopio, mas nunca senti vontade de experimentar com tamanha velocidade.

Captei o momento desta felicidade na sua plenitude.
Assim, posso fazer-lhe companhia, sempre que me apetecer.

A vida é linda quando nos desprendemos do que nos assusta.
 

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Cores

No quintal, há sempre coisas para fazer, actividades para inventar e experimentar.

Hoje, apercebo-me da variedade de cores, neste curto caminho pelo muro, não só no material inerte, como no material vivo.







Ao longe vemos os prédios, nos seus tons branco, beije amarelado e cinzento, com um traço verde.

Agora no detalhe dos seres vivos.

Aqui, distinguem-se várias tonalidades de 


Vermelho  e Castanho
 Reparei entretanto, porque estava a fotografar, que por este ramo estavam a descer algumas formigas, de cor



Preta
 
E ao fundo, de forma desfocada, a minha cadela preta.

Continuo a ficar fascinada com o que perdia quando apenas passava por aqui, sem tempo para estar.

Muito bem.
E agora vou para junto do muro e contemplo as cores destas árvores que no Inverno estarão totalmente despidas.
Reparem como são vivos os
Amarelos

Verdes
Até quando estas cores?

Esperando


sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Lua cheia para o S. Martinho

1h30.
Lua cheia, céu magnífico, com nuvens correndo velozes pela madrugada.

Com este tempo ameno apetece estar.

Adoro noites assim.




quinta-feira, 10 de novembro de 2011

O gesto

Não gosto de prendas por serem caras.
Gosto de prendas que sejam a minha cara.
Prefiro sem custos económicos, mas com custos de dedicação e criatividade.

Hoje, quando ia para o trabalho, encontrei esta prenda para 1 donzela do meu bairro.


Não foi para mim, mas mesmo assim, o nevoeiro que carregava o céu, dissipou-se.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Amanhecendo

A manhã estava a preparar um dia intenso de chuva.

Mesmo assim, ela foi simpática enquanto a visitei:

- deixou-me desfrutar de 1 horizonte belo


- levou diferentes aves ao meu encontro
- e ainda me ofuscou com a brancura dos cogumelos que despontavam por entre as ervas.

Obrigada, Manhã.

Bom dia!

sábado, 5 de novembro de 2011

Cogumelos em Novembro

Depois das primeiras chuvadas de Outubro, os primeiros cogumelos que encontro.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Por outras paragens

Há um outro espaço verde fora dos Olivais que me traz boas recordações - o jardim Amália. Hoje tinha 1 reunião lá perto, pelo que aproveitei para ir mais cedo e passar pelo jardim com a minha máquina fotográfica.

A manhã estava cinzenta e a certa altura começou mesmo a chover.
Estes são os registos.




Espelho de água no Jardim Amália

Cimo do Parque Eduardo VII (começou a chover)

Reparei como a natureza se adapta - estava 1 avião a voar baixinho, com 1 barulho ensurdecedor. Os pombos, no cimo do edifício, nem se mexeram com tal passagem.

S. Sebastião

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

A perspectiva

Vivo numa cidade.
Não é 1 cidade qualquer. É a capital do País.

"Xiiiii. Isso é só stress, toda a gente a correr para todo o lado, sem tempo para nada."
"Cuidado com os assaltos. A cidade é muito perigosa. Tens que estar atenta!"

Eu gosto de estar atenta. Mas às coisas que me dão prazer e que me fazem aproveitar o que a cidade me pode oferecer de melhor.

E nesta, que já é a cidade que amo, há todas estas dicotomias.
Como as interpretamos? Tudo depende da perspectiva e das escolhas que fazemos sobre o que queremos que faça parte de nós.

Sempre que posso, tal como na figura abaixo, procuro escolher ver as gotas do orvalho na serena vegetação envolvente.

E tu?

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Bronze Outonal

Hoje reparei a orientação dos ramos e folhas para o nascer do sol.  



 E é este bronze que me delicia.