Tudo o que nos rodeia tem o seu tempo de vida.
Mas isso não nos impede de adorar o efémero, o supérfulo, de gastar recursos sem pensar na geração que aí vem.
Se pensarmos a uma escala maior, tudo se torna relativo.
Depois da nossa passagem pela vida, o que queremos que fique?
O que realmente importa?
Durante a nossa passagem, como queremos gastar o nosso tempo?
Olho para o momento que captei. A Maggie terá quanto muito mais 10 anos de vida. Tal como na foto, ela aqui é o elemento mais fugaz, isto é, depois de ela desaparecer, tudo o resto se mantém, com mais ou menos alterações - as pedras da calçada, as oliveiras centenárias, ...
Eu amo aquilo / quem partilho as minhas rotinas, os nadas.
A Maggie pode ser fugaz em relação ao resto da paisagem, em termos de tempo de vida, mas hoje é bem mais importante para mim do que tudo o resto que ali se vê. A sua ausência causa-me 1 vazio, 1 silêncio ensurdecedor pela casa.
Graças à Maggie estou a partilhar parte do meu dia e noite com o meu bairro. Será que depois dela ir, terei aprendido a amá-lo ao ponto de querer continuar com estes passeios diários, apenas para o saudar?
Diz-se que só se ama o que se conhece. Mas eu também quero conhecer melhor o meu bairro, para o amar ainda mais, para que ele se entranhe, para aprender de cor a sua alma.
O que é certo é que já dei por mim sentindo falta da minha paisagem quando vou para outros ares.
As raízes começam a crescer.
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Rodopiando pela vida
Este momento não foi no meu bairro, mas foi no trajecto do meu bairro para 1 hobby meu.
A vida é linda quando nos desprendemos do que nos assusta.
O vulto da foto era 1 senhor que estava a rodopiar a toda a velocidade na barra do metro. E ele estava tão contente!
Acho que estava acompanhado com algo, que lhe "permitia" comportar-se de tal forma.
Mas fiquei reflectindo sobre esta minha percepção. Porque é que alguém não pode simplesmente rodopiar, alegremente? Porque é que eu e os demais presentes rotulamos aquela situação a um estado alterado? Seria também por mais sinais de expressão corporal? Porque é que se estranha tal atitude?
Às vezes rodopio, mas nunca senti vontade de experimentar com tamanha velocidade.
Captei o momento desta felicidade na sua plenitude.
Captei o momento desta felicidade na sua plenitude.
Assim, posso fazer-lhe companhia, sempre que me apetecer.
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Cores
No quintal, há sempre coisas para fazer, actividades para inventar e experimentar.
Hoje, apercebo-me da variedade de cores, neste curto caminho pelo muro, não só no material inerte, como no material vivo.
Ao longe vemos os prédios, nos seus tons branco, beije amarelado e cinzento, com um traço verde.
Agora no detalhe dos seres vivos.
Aqui, distinguem-se várias tonalidades de
| Vermelho e Castanho |
| Preta |
E ao fundo, de forma desfocada, a minha cadela preta.
Continuo a ficar fascinada com o que perdia quando apenas passava por aqui, sem tempo para estar.
Muito bem.
E agora vou para junto do muro e contemplo as cores destas árvores que no Inverno estarão totalmente despidas.
Reparem como são vivos os
| Amarelos |
| Verdes |
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Lua cheia para o S. Martinho
1h30.
Lua cheia, céu magnífico, com nuvens correndo velozes pela madrugada.
Com este tempo ameno apetece estar.
Adoro noites assim.
Lua cheia, céu magnífico, com nuvens correndo velozes pela madrugada.
Com este tempo ameno apetece estar.
Adoro noites assim.
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
O gesto
Não gosto de prendas por serem caras.
Gosto de prendas que sejam a minha cara.
Prefiro sem custos económicos, mas com custos de dedicação e criatividade.
Hoje, quando ia para o trabalho, encontrei esta prenda para 1 donzela do meu bairro.
Não foi para mim, mas mesmo assim, o nevoeiro que carregava o céu, dissipou-se.
Gosto de prendas que sejam a minha cara.
Prefiro sem custos económicos, mas com custos de dedicação e criatividade.
Hoje, quando ia para o trabalho, encontrei esta prenda para 1 donzela do meu bairro.
Não foi para mim, mas mesmo assim, o nevoeiro que carregava o céu, dissipou-se.
terça-feira, 8 de novembro de 2011
Amanhecendo
A manhã estava a preparar um dia intenso de chuva.
Mesmo assim, ela foi simpática enquanto a visitei:
- deixou-me desfrutar de 1 horizonte belo
- levou diferentes aves ao meu encontro
- e ainda me ofuscou com a brancura dos cogumelos que despontavam por entre as ervas.Obrigada, Manhã.
Bom dia!
Bom dia!
domingo, 6 de novembro de 2011
sábado, 5 de novembro de 2011
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Por outras paragens
Há um outro espaço verde fora dos Olivais que me traz boas recordações - o jardim Amália. Hoje tinha 1 reunião lá perto, pelo que aproveitei para ir mais cedo e passar pelo jardim com a minha máquina fotográfica.
A manhã estava cinzenta e a certa altura começou mesmo a chover.
Estes são os registos.
A manhã estava cinzenta e a certa altura começou mesmo a chover.
Estes são os registos.
| Espelho de água no Jardim Amália |
| Cimo do Parque Eduardo VII (começou a chover) |
Reparei como a natureza se adapta - estava 1 avião a voar baixinho, com 1 barulho ensurdecedor. Os pombos, no cimo do edifício, nem se mexeram com tal passagem.
| S. Sebastião |
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
A perspectiva
Vivo numa cidade.
Não é 1 cidade qualquer. É a capital do País.
"Xiiiii. Isso é só stress, toda a gente a correr para todo o lado, sem tempo para nada."
"Cuidado com os assaltos. A cidade é muito perigosa. Tens que estar atenta!"
Eu gosto de estar atenta. Mas às coisas que me dão prazer e que me fazem aproveitar o que a cidade me pode oferecer de melhor.
E nesta, que já é a cidade que amo, há todas estas dicotomias.
Como as interpretamos? Tudo depende da perspectiva e das escolhas que fazemos sobre o que queremos que faça parte de nós.
Sempre que posso, tal como na figura abaixo, procuro escolher ver as gotas do orvalho na serena vegetação envolvente.
E tu?
terça-feira, 1 de novembro de 2011
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